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Árvore Mãe: Mães que entendem sua potência, criam filhos potentes

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Árvore Mãe: Mães que entendem sua potência, criam filhos potentes

A psicóloga e psicoterapeuta Adriana Jubran explica porque é tão necessário que a mãe se sinta importante nesse papel e use a responsabilidade imposta a ela como combustível para encontrar sua máxima potência, criando filhos mais livres para acessarem o máximo do potencial que já vem neles “de fábrica”.

13/04/2022

Sabe o que é pior do que os homens ou o patriarcado não reconhecerem o valor da mãe? Elas mesmas não se acharem importantes. Esse entendimento faz parte da metodologia que a psicóloga e psicoterapeuta Adriana Jubran, idealizadora do “Processo Árvore Mãe” usa para conscientizar as mães do quanto elas são essenciais. Chamado por ela de “Mútuo Respeito”, a metodologia acredita na mãe como o “fio condutor”, a “borda” ou a “curva de um rio”, que conduz a criança com respeito, afeto e liberdade.

A “Árvore Mãe” é fruto dos muitos anos de Adriana Jubran como pesquisadora e psicóloga, aliado ao desejo de não transferir para seus filhos, os gêmeos Antonio e Luiza, hoje com 8 anos, suas neuroses, para que eles pudessem ser pessoas mais potentes do que ela foi. “Claro que eu não pensava nisso quando os bebês nasceram, mas era isso que eu queria. Como humana, agradeço tudo o que vivi – bem e mal, mas ao mesmo tempo, eu perdi muito tempo. Tenho 52 anos e eu poderia muito bem ter essa segurança humana há dez anos. Mas tive que correr atrás de muitos “buracos internos”, relata.


Tendo esse entendimento, em vez de contestar, pura e simplesmente, toda a responsabilidade jogada pela sociedade no colo da mãe, Adriana mostra que essa mesma responsabilidade pode ser usada como força motriz para entender que não existe maior potência do que a força do amor de uma mãe (pelo menos a grande maioria delas) por seu filho. E esse mesmo valor é usado não como um peso, mas sim como algo libertador. Adriana quer mostrar às mães que o poder de transformação está nas mãos delas.





Mudança de mindset: conheça o Árvore Mãe


Mas para acessá-lo é necessário olhar para dentro, com as ferramentas certas. “Por isso criei um curso que conta com 20 ferramentas de autoavaliação. Não tem pílula mágica. É necessário olhar para dentro. Eu dou perguntas para que a mãe reflita sobre ela e consiga mudar seu mindset, se conectando com a criança e se reconectando com essa potência sua e da criança. Para que ela entenda que o melhor a fazer, muitas vezes, é se retirar do ambiente se já sabe que vai “estourar” na frente do filho. Ajudo as mães a se negarem de jogar sua humanidade cansada e estressada para cima da semente do seu filho!”, diz.


Isso não significa, no entanto, que Adriana não reconheça a urgência de termos equidade na criação dos filhos. “Estamos uns 200 anos atrasados. Precisaríamos ser como a Suécia, onde em vez de licença-maternidade existe a licença-parentalidade, e os pais decidem quem ficará com os filhos. Enquanto isso não acontece, resolvi acolher essas mães sobrecarregadas e fazer com que olhem para elas e todo o seu potencial. Ela é o fio condutor e leva essa mudança para dentro das famílias. É por onde puxo esse novelo, fazendo com que ela olhe para si mesma e pense: “Poxa, eu sou muito importante. Minha voz importa”, conta.


Segundo Adriana, quando isso acontece, a mãe sabe qual é o seu lugar. E sabendo, ela se respeita mais. Sabe que não pode dar conta de tudo e que precisa descansar para cuidar de si e cuidar do filho. Sabe que ele é a geração futura e que se ela estiver em frangalhos e desequilibrada, irá gritar com essa criança. E os estudos já mostram que esse grito vai estragar a potência dessa criança. “Eu ajudo as mães a compreenderem que se elas sofrem, o filho sofre e a sociedade vai sofrer. Então ela é responsável por cuidar da sua humanidade, pois ninguém fará isso por ela. Parece que a sociedade acha que mães não são humanas. Mas como você vai parar tudo isso? Pegando o primeiro fio condutor, que é entender seu poder, se respeitar, se equilibrar”, ressalta. É cuidar da Árvore Mãe, cujas sementes, ao caírem no solo, produzem outras árvores. E a semente de todo esse pensamento é a infância da criança.


Valorizar a humanidade
e a conexão das relações


Nós, adultos, hoje somos crianças feridas porque, na grande maioria das vezes, não havia repertório para nossos pais e eles nos criaram da forma que acham que era certo. Muitas vezes com autoritarismo, falta de afeto, agressões. Mas hoje temos repertório disponível.
Porém, estamos perdendo tempo presas em nossas telas também.



O trabalho não tem mais hora para acabar a reunião se estende por WhatsApp e aquela espiadinha nas redes sociais se estende por vários minutos, às vezes, horas. “A grande questão é que as distrações do smartphone nos desconectam de nós mesmas e de nossos filhos. E essa desconexão da criança faz com que ela se sinta abandonada, ao passo que você também perde seu tempo precioso, que não volta mais”, frisa Adriana.


E a criança, que precisa daquele olhar que estava no celular, se sente ausente. E o que acontece com os pequenos que se sentem ausentes? Tornam-se inseguros, incapazes e, e casos extremos, podem ter grandes perdas cognitivas. “A criança é potente quando ela se sente segura. Onde o bebê se sente enraizado? Já começa com a boca no peito e o olhar de conexão da mãe. Ele vai sentir medo e insegurança? Vai! Mas se ele sabe que tem o olhar da mãe ali para contar, ele está enraizado. E isso autoriza a confiança”, conclui.

Que possamos ser e dar raízes seguras aos nossos filhos, pois onde tem raiz, tem expansão. Se você se identificou com essa metodologia e deseja mergulhar profundamente em si mesma e na sua humanidade, revertendo a responsabilidade enquanto mãe, não deixe de conhecer o trabalho de Adriana Jubran. Clique aqui e conheça mais.

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