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Alimentos orgânicos: as 5 espécies que devemos priorizar

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Alimentos orgânicos: as 5 espécies que devemos priorizar

Se nessa semana não for possível comprar tudo orgânico, quais alimentos devem ser priorizados, considerando o índice de agrotóxicos?

12/04/2023


Sendo o Brasil, infelizmente, o país do mundo que mais utiliza agrotóxicos na produção de alimentos, é importante estarmos atentas na hora das compras. Sem dúvidas, o ideal é que todos os alimentos do carrinho sejam sem veneno ─ inclusive, os industrializados ─, porém nem sempre isso é possível. Quais alimentos recebem mais agrotóxicos? Algumas produções, mesmo convencionais, podem oferecer alimentos seguros? Para ter um consumo sustentável, que outros fatores devo considerar na hora da feira? A Stellar preparou uma lista para te orientar na compra de alimentos orgânicos, incluindo as opções de alimentos mais e menos saudáveis, com relação ao uso de agrotóxicos, para te acompanhar na feira e no supermercado.


Quais alimentos recebem mais agrotóxicos?

1. Tomate

A depender da época e do local do plantio, o tomate é um dos frutos que mais recebe agrotóxicos, em geral uma combinação de herbicidas, fungicidas, inseticidas e controladores de bactérias, protozoários e vermes. Algumas pesquisas já chegaram a encontrar até 18 tipos diferentes de agrotóxicos numa única plantação de tomate. Para podermos estabelecer uma comparação rápida, na União Europeia, o uso máximo permitido de agrotóxico numa única espécie é a combinação de até quatro tipos de agrotóxicos, o que torna a situação da produção de tomate em monocultura muito problemática. Portanto, se precisar escolher apenas algumas opções dentre os orgânicos, o tomate deve ser uma delas.

2. Morango

Uma das frutas mais apreciadas pelas crianças, presente em vitaminas, doces e tortas, o morango, lamentavelmente, pode ser um risco à saúde da nossa família, se não comprado orgânico. Dados da ANVISA revelam que cerca de 63% do morango comercializado no Brasil possui quantidade de agrotóxicos acima do recomendado. Por ser uma fruta estrangeira, natural de climas temperados, a produção no Brasil torna a espécie delicada, e, se combinada à monocultura, oferece alto desgaste do solo, além de ser frágil ante aos fungos e às bactérias. A produção agroecológica garante a qualidade e saúde dos frutos, se combinados com outras espécies para manter o solo vivo. Embora possa ser desafiador encontrar morangos orgânicos frescos, é possível adquiri-los congelados, o que pode até ser mais fácil em alguns casos.

3. Pimentão

Há anos, lidera as listas da ANVISA com relação ao excesso no uso de agrotóxicos. Mais de 64% das amostras apresentam uso de substâncias acima do limite permitido por lei.

4. Alface

A produção em monocultura de hortaliças é, em geral, baseada no uso de agrotóxicos. O alface é uma das espécies que apresentam maior quantidade de herbicidas e fertilizantes químicos danosos, porém as demais espécies de folhosas, se produzidas em monocultura, geralmente também necessitam de agrotóxicos. Caso não seja possível comprar esses alimentos orgânicos, uma outra opção são os hidropônicos, que são menos ricos nutricionalmente, por terem sido produzidos na água, porém requerem menor uso de veneno na produção.

As raízes são, em geral, os alimentos que recebem menos agrotóxicos. Contudo, a cenoura, por ser uma das espécies de raízes mais consumidas do país, acabou por ser uma das que recebe mais agrotóxicos na produção em monocultura, visando ao aumento da quantidade produzida.

Quais alimentos recebem menos agrotóxicos?

1. Mandioca

A mandioca é um dos alimentos mais tradicionais do Brasil. Presente nos pratos de tradição ancestral, em especial na cultura indígena e quilombola, ela é uma espécie altamente resistente a pragas e crises climáticas, portanto seu cultivo pode ser feito facilmente com baixo ou nenhum uso de agrotóxico.

2. Abóbora Jerimum ou Moranga

Linda espécie, conhecida como sendo uma das mais antigas culturas domesticadas pelos seres humanos, é típica das Américas e cresce muito bem em solo brasileiro, sendo portanto um dos cultivos com menos incidência de agrotóxicos.

3. Abacate

De árvore frondosa, encontrada em todas as regiões do país, o abacate é uma fruta cultivada com baixa incidência de uso de agrotóxicos em excesso.

4. Batata-doce

De cultivo fácil, pode inclusive ser plantada em casa, no vaso mesmo, assim que alguma delas começar a brotar na fruteira ou até mesmo na geladeira, a batata-doce é uma das espécies que pode ser consumida com menor teor de veneno, mesmo nas produções convencionais. Curiosidade: você sabia que é possível comer até as folhas da batata-doce? Elas rendem refogados, tortas e assados incríveis!

5. Plantas Alimentícias Não Convencionais

Conheça as plantas alimentícias típicas da região onde você mora, algumas espécies são cultivo e consumo ancestral, nascem em qualquer jardim (ou até mesmo nas calçadas!) e nós muitas vezes não as reconhecemos como comestíveis, devido à seleção cultural de nossa alimentação. Alguns exemplos são: capuchinha, ora-pro-nobis, azedinha, almeirão, entre outras. Todas podendo compor diariamente nossas saladas, mantendo nossos corpos saudáveis, por serem ricas em fibras e outros nutrientes. 

O que mais devo considerar na hora de escolher meus alimentos, para um consumo sustentável?

Além de se lembrar da lista de maior ou menor incidência de agrotóxicos, quando pensamos no meio ambiente, é necessário considerar também que muitas espécies são produzidas apenas em algumas regiões do país, o que pode tornar o transporte poluente e caro.


As mangas e melancias, por exemplo, são frutas que, de abril a agosto, saem do norte de Minas Gerais e dos estados do Nordeste para o Sul e Sudeste do Brasil. Nos demais meses do ano, elas podem ser produzidas em todo o país. Portanto, a depender da época, é preferível escolher outras opções, a depender de onde você estiver.


O arroz, que faz parte da base alimentar de nossa cultura, se não for de produção orgânica, é geralmente cultivado na região Sul do país ou trazido de outros países. Isso encarece o produto e o torna pouco sustentável, já que o combustível utilizado no transporte é poluente.


Grande parte da cebola que consumimos é trazida da Argentina, Goiás, Bahia e Pernambuco, o que pode tornar seu consumo pouco sustentável, caso você esteja por exemplo em São Paulo. Além disso, todas as castanhas-de-caju ou castanhas-do-Pará vêm da região Norte e Nordeste do Brasil, não há produção em outras regiões.

Já se sabe que quanto maior o consumo desses vegetais, menor a chance do desenvolvimento da endometriose. Isso porque esses alimentos são ricos em ácido fólico, metionina e vitamina B6, e o suporte adequado dessas vitaminas permite um correto funcionamento do organismo.Mantenha essa lista no celular ao fazer sua feira da semana, e procure sempre conhecer a procedência dos alimentos que sua família consome. Onde são plantados? Qual o percurso até chegar à sua casa? Pergunte ao feirante ou ao gerente do supermercado. É um direito seu ter acesso a essas informações. Atualmente, algumas cidades contam com hortas urbanas comerciais ou comunitárias, que podem ser também uma excelente opção para as compras.


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