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Bebês prematuros: a fragilidade e a força dos pequenos guerreiros

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Bebês prematuros: a fragilidade e a força dos pequenos guerreiros

O conhecimento sobre as causas da prematuridade e um pré-natal bem acompanhado fazem toda a diferença nos desfechos de partos prematuros

27/11/2023

O conhecimento sobre as causas da prematuridade e um pré-natal bem acompanhado fazem toda a diferença nos desfechos de partos prematuros

O mês de novembro é conhecido como “Novembro roxo”, marcado por ações de conscientização sobre os partos prematuros, sendo o dia 17 o Dia Mundial da Prematuridade. Famílias que vivenciaram a experiência de ter um bebê prematuro sabem o quanto pode ser angustiante não voltar para casa com o filho nos braços após o parto. E quando falamos de prematuridade, estamos falando de bebês que nascem com menos de 37 semanas. Até 36 semanas e 6 dias, o bebê é considerado pré-termo. Já os nascidos entre 31 e 36 semanas são considerados prematuros moderados, e entre 24 e 30 semanas são os prematuros extremos. Pesquisas mostram que apenas 1 em cada 10 bebês desse grupo de prematuridade extrema sobrevive em países de baixa renda, em comparação com mais de 9 em 10 em países de alta renda.

Principais causas do parto prematuro

São diversos os fatores associados ao nascimento de prematuros, podendo acontecer de maneira espontânea ou por recomendação médica para preservar a vida da mãe e do bebê. O que muita gente não sabe é que a prevenção da prematuridade começa antes mesmo da gestação, com o planejamento familiar, seguido do acompanhamento pré-natal adequado, que visa identificar possíveis fatores de risco e intervir com medicamentos ou condutas médicas para garantir que o bebê fique em segurança o máximo de tempo possível na barriga da mãe. São diversos os fatores que podem levar ao nascimento antes do tempo. A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros (ONG Prematuridade.com), que é dedicada à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos bebês prematuros e os de suas famílias, conta que entre as principais causas que levam ao nascimento antes da hora estão: pré-eclâmpsia, Insuficiência Istmo-Cervical,  bolsa rota/ruptura prematura de membrana, placenta prévia, infecções uterinas, hipertensão crônica,  Síndrome de Hellp, descolamento prematuro de placenta, má formação uterina e fetal e gestações múltiplas.

A fragilidade e a força de um prematuro

Entre as características típicas dos prematuros estão: baixo peso ao nascer, veias bem visíveis, pele rosada, pouco cabelo, orelhas fininhas e moles, cabeça desproporcionalmente maior do que o corpo, musculatura fraca e pouca atividade corporal, além de poucos reflexos de sucção e deglutição. Muita gente costuma dizer que o bebê foi para a UTI neonatal para “ganhar peso”, expressão que se popularizou, mas que não condiz, muitas vezes, com todos os avanços que o bebê precisará ter para receber a tão sonhada alta médica. Bebês que nascem antes do tempo não estão completamente formados. Logo, a equipe da UTI Neonatal oferece os cuidados e o suporte que ele precisa para continuar a se desenvolver fora do ventre materno. 

Nesse processo, mesmo a mãe não podendo amamentar seu filho diretamente no peito, é importante que ela seja orientada a retirar o leite diariamente. E a equipe fornece esse ao bebê através da sonda. Quando a mãe não consegue fazer a retirada, o leite fornecido ao prematuro vem do banco de leite humano. 

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O contato pele a pele dos pais com o bebê, conhecido como “Método Canguru” justamente porque faz alusão à forma como as mamães cangurus carregam seus filhotes junto ao corpo, é um tipo de cuidado humanizado e amplamente utilizado tanto em hospitais públicos quanto privados como alternativa ao cuidado neonatal para bebês de baixo peso ao nascer. Entre os benefícios dessa prática estão o aumento do vínculo entre mãe/pai e o bebê, o estímulo ao aleitamento materno, melhor controle térmico do corpo do bebê e redução da infecção hospitalar. 

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Rede de apoio

Existem diversas instituições e grupos de apoio às famílias de prematuros que realizam um trabalho super importante, necessário e sério. Stellar destaca o trabalho dessas duas instituições:

ONG Prematuridade.com https://www.instagram.com/ongprematuridadecom/

A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros (ONG Prematuridade.com) nasceu da experiência de pais e profissionais de saúde com a prematuridade e suas consequências, em novembro de 2014. Fundada por Denise Suguitani, que é diretora executiva, a ONG é dedicada à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos bebês prematuros e os de suas famílias. 

Prematuros BR / Associação do Cuidado Integral à Prematuridade (Acip) – https://www.instagram.com/prematurosbr/

Fundada por Teresa Ruas, que é mãe de dois prematuros: Maitê Maria, que nasceu de 23 semanas e 1 dia, chegando a pesar 600 gramas; e Lucca, que nasceu de 32 semanas, permanecendo 30 dias na mesma UTI Neonatal que sua irmã. havia permanecido anos antes. Nessa segunda gestação de alto risco, diante das sequelas do parto de Maitê, Teresa Ruas precisou ficar de repouso absoluto, sendo internada antes mesmo do nascimento do filho. Diante das experiências difíceis, Teresa, que é terapeuta ocupacional, passou a se dedicar à causa da prematuridade. Ela é especialista em desenvolvimento infantil, mestre em Educação Especial, doutora em Ciências da Saúde, autora organizadora do livro Prematuridade Extrema: Olhares e Experiências (Editora Manolle).

Cenário da prematuridade no Brasil e no mundo

Em todo o mundo, cerca de 152 milhões de bebês nasceram prematuros na última década, sendo que a cada 40 segundos um desses bebês morre, segundo relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que só em 2020, cerca de 4 milhões de bebês nasceram prematuros. Um milhão não resistiram às complicações relacionadas ao parto precoce. No Brasil, a prematuridade atinge mais de 340 mil nascimentos por ano no Brasil, o equivalente a seis casos a cada dez minutos, segundo o Ministério da Saúde.  O país está entre os 10 países que conseguiram reduzir a taxa de prematuridade de forma mais rápida na última década: em 2010, cerca de 12% do total de nascimentos acontecia de forma precoce, caindo para 11,1% em 2020, segundo o relatório “Nascido cedo demais: década de ação contra o parto prematuro” , divulgado em maio durante a Conferência Internacional de Saúde Materno Infantil 2023, na África do Sul. O avanço deve ser comemorado, mas ainda há muito a ser feito, já que a redução representa cerca de 0,5% ao ano, o que deixa o Brasil como uma das nações com maior taxa de nascidos prematuros na América Latina, ocupando a terceira posição dessa lista.

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