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Por que o olfato e o paladar mudam durante a gestação?

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Por que o olfato e o paladar mudam durante a gestação?

Com a gangorra hormonal acontecendo no organismo da grávida, os sentidos também podem ser afetados.

02/03/2024

Com uma verdadeira gangorra hormonal acontecendo com toda força no organismo da grávida, os sentidos também podem ser afetados. Quem nos ajuda a entender as motivações por trás do desejo pelo picolé de limão e pelas frutas cítricas, entre outras coisas, é o obstetra Wagner Hernandez, especialista em gestação de risco

Para além das transformações notáveis no corpo da mulher ao longo dos nove meses de gravidez, existem as alterações nos sentidos, especialmente o paladar e o olfato, mudando a relação da grávida com os alimentos e os cheiros. E se você acha que isso tem a ver com os hormônios, acertou em cheio. Mas não é “só” isso: “Não é regra, mas percebemos que a mudança no olfato e paladar acontece com muitas mulheres. E os trabalhos acadêmicos também mostram isso. A explicação é uma questão hormonal, mas também tem uma questão evolutiva. Por exemplo: a mudança no paladar está relacionada à mulher conseguir consumir mais outros alimentos que são importantes para a gravidez que não estariam na rotina habitual dela”, conta o obstetra Wagner Hernandez, especialista em gestação de risco, de São Paulo.

A gangorra hormonal e seus efeitos no olfato e paladar

Enjoos, aversões a alguns tipos de alimentos e a mudança na percepção dos sabores estão ligadas, principalmente, com a maior quantidade de progesterona circulando pelo corpo. “E existe uma mudança no paladar de acordo com a mudança de trimestre da gestação também. Alimentos salgados parecem ser mais palatáveis no segundo trimestre do que no primeiro e terceiro, enquanto os azedos têm uma mudança durante toda a gestação”, diz o médico. 

Já as alterações no olfato acontecem por conta do aumento na liberação de estrógeno e progesterona. “Existem alguns trabalhos que mostram que existe uma piora no olfato das mulheres especialmente no primeiro trimestre da gravidez justamente para tentar protegê-las do mal estar e enjoos”, diz o obstetra. É comum também que a sensibilidade aos cheiros fique mais aflorada, fazendo a gestante sentir melhor alguns odores que antes passavam despercebidos. Apesar da justificativa hormonal, os mecanismos neurofisiológicos que levam a essa mudança não são tão claros para a ciência, não havendo um consenso se o aumento da sensibilidade aconteça diretamente no sistema nervoso central ou nas terminações nervosas do nariz. 

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Camuflando os enjoos

Além da sensibilidade, existe o fato de alguns alimentos passarem a ser consumidos e outros serem deixados de lado por conta do alívio ou piora nos quadros de enjoos. “Regra geral, alimentos ácidos, secos e gelados são os mais indicados e consumidos, já que têm digestão mais fácil e menos cheiro. Ao contrário de uma sopa ou um cozido, por exemplo”, conta o obstetra. Isso ajuda a entender porque as frutas, os sucos e os picolés de limão e frutas cítricas são os queridinhos das grávidas. E o lado bom é que, além de camuflar o gosto ruim na boca ou o desejo de vomitar, tanto a laranja quanto o limão são ricos em ácido fólico. Essa vitamina do complexo B que é fundamental para o desenvolvimento do bebê também estimula a formação de substâncias digestivas, favorecendo o processo de digestão. 

Outra dica de ouro é evitar comer em grandes quantidades, priorizando porções menores e mais frequentes ao longo do dia. Alimentos que causam aquela sensação de “peso no estômago”, como massas e carnes também devem ser consumidos com moderação para reduzir a possibilidade de enjoos, gastrite ou refluxo. Vale dizer que se os enjoos ou vómitos forem frequentes é preciso buscar ajuda médica e nutricional para avaliar se os nutrientes ingeridos estão adequados à mãe e ao bebê. “A boa notícia nesses casos é que a tendência é que tudo volte ao normal após o nascimento do bebê”, finaliza o obstetra. 

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Agora conte para nós: você passou por mudanças no olfato e/ou paladar na sua gestação? Como lidou com isso?

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