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Dicas para uma introdução alimentar de qualidade

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Dicas para uma introdução alimentar de qualidade

Crescemos ouvindo que as mulheres conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, enquanto os homens só conseguem realizar uma por vez.

29/02/2024

Pesquisa realizada na Inglaterra mostrou que metade dos pais faz a introdução de alimentos sólidos de seus bebês na idade errada. Dos 2 mil entrevistados, metade disse não saber quando começar e a outra metade admitiu ser influenciada por mitos. A nossa estrela-convidada, Jaqueline Jeremias, nutricionista, especializada em nutrição infantil, conta quais são os pontos mais importantes a serem observados nessa fase de transição. Vamos juntas?

Você sabe quais são os sinais que seu bebê está pronto para a introdução alimentar? Especialistas do Censuswide, uma empresa global de pesquisa, ouviu 2 mil pais e chegaram à conclusão que quase 50% deles não sabia quando iniciar a alimentação sólida a seus bebês, respondendo que aos 5 meses o bebê estaria pronto para iniciar essa etapa. 47% dos ouvidos disseram que o fato do bebê pegar a comida pode ser um sinal de que o pequeno está pronto para os sólidos, o que nem sempre é a verdade. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das sociedades médicas brasileiras é que a introdução alimentar se inicie aos 6 meses de idade. 

Mas você sabe porque esse foi o período escolhido? Afinal, quais são os aspectos que indicam que nessa idade o bebê está pronto? A nutricionista especializada em tentantes, gestantes e bebês, Jaqueline Jeremias, afirma que muitos pais nem se questionam sobre isso porque imaginam que basta oferecer ao bebê os alimentos.  “Mas é necessário buscar informações, porque não é tão simples assim fazer uma boa introdução alimentar. Essa fase é onde o bebê terá seu primeiro contato com os alimentos e ali está envolvido a relação que ele vai ter com a comida para a vida toda”, afirma.

A nutricionista separou 6 motivos pelos quais a IA só deve acontecer após os 6 meses de vida do bebê:

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1. Amadurecimento do trato intestinal – Esse é o ponto central da recomendação da OMS, visto que o trato gastrointestinal amadurece, em média, aos 6 meses. Antes disso, o intestino não está maduro para absorver tudo e nem para excretar os metabólicos. 

2. Digestão – Antes dos seis meses a produção de enzimas digestivas é insuficiente, tendo inadequação do suco gástrico. 

3. Risco de alergias alimentares – Antes dos seis meses a mucosa intestinal ainda tem alteração da permeabilidade, podendo deixar passar por ela proteínas intactas que podem desencadear reações alérgicas e diarreias. O que torna um fator de risco para alergias alimentares. 

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4. Produção de imunoglobulinas – Aos 6 meses tem início uma melhor produção de imunoglobulinas (IgA), responsável por promover uma tolerância oral aos alimentos. 

5. Imaturidade do sistema imunológico – Pode não parecer, mas a introdução alimentar é um fator de risco para a entrada de bactérias patogênicas. Após os seis meses de vida, esse sistema está mais preparado para combater essa entrada das bactérias.

6. Imaturidade renal – Aos 6 meses, os rins já estão mais amadurecidos para processar o sódio e os outros eletrólitos presentes nos alimentos. 

Sinais que seu bebê está preparado para iniciar a IA

Agora que já conhecemos os sinais internos, que mostram que o bebê está preparado para os alimentos sólidos, é hora de entender o que acontece externamente e que indica essa preparação para a mudança de fase. São eles:

  • Sentar sozinho (com o mínimo de apoio) e ter sustentação do tronco;
  • Controlar cabeça e pescoço; 
  • Levar objetos e comida à boca; 
  • Ter interesse quando vê pessoas comendo; 
  • Ter o reflexo de protrusão de língua reduzido (colocar língua pra fora).

E se mesmo tendo completado os seis meses de vida o bebê não tiver esses sinais? A recomendação da nutricionista é conversar com o pediatra que acompanha o seu filho, sendo o ideal estimular primeiro que esses sinais aconteçam para só então iniciar a IA. 

Recomendações gerais que fazem a diferença no processo

Introdução alimentar é sobre apresentar os alimentos ao bebê para que ele vá, aos poucos, conhecendo sabores, cores, texturas e temperaturas. Como o próprio nome diz, é uma introdução, que precisa acontecer de forma lenta e gradual. “Mantenha a calma, o tom de voz é importante. Sobre a parte prática, nas minhas experiências, inserir de forma gradual cada refeição faz muita diferença. Essa frase precisa ser saudável e respeitosa”, diz a nutricionista.

Vale dizer que para os bebês nascidos pré-termo, é preciso levar em consideração as semanas de nascimento antecipadas e iniciar a contagem apenas a partir de quando seria a 40ª semana de gestação, que é o momento considerado ideal para o nascimento. “Todo bebê precisa estar preparado por fora, com os sinais de prontidão que citamos, e por dentro, o que acontece aos seis meses. Caso por fora seu bebê ainda não esteja pronto, não hesite em adiar. É sempre melhor adiar do que adiantar quando se trata da introdução alimentar, já que uma introdução precoce pode levar a várias consequências indesejadas”, salienta a especialista. 

Ao contrário do que muitos pais e cuidadores pensam, a introdução alimentar não é o momento em que o bebê troca o leite pela refeição. Introduzir é apresentar os alimentos, e não fazê-lo comer. Aos poucos, o bebê começa a comer realmente, sendo que até um ano de idade a principal fonte de nutrição dos pequenos continua sendo o leite. “Estude antes de começar essa nova fase de vida do seu filho. Comer é uma nova habilidade que ele vai adquirir, então tenha conhecimento e paciência para ensinar. Não limite os alimentos “de verdade” e tenha cuidado com os industrializados. O suco, por exemplo, é algo dispensável na introdução e eu vejo muitos começando por ele. Ensine seu filho a gostar de água primeiro. E entre a fruta e o suco da fruta, prefira a fruta”, recomenda Jaqueline. Evite oferecer alimentos com açúcar até os 2 anos de idade, assim como os industrializados, especialmente aqueles que tem uma lista de ingredientes enorme e com nomes difíceis. O bebê se mostrou satisfeito? Então não insista para comer mais. “Os pais devem escolher a qualidade da alimentação e o bebê a quantidade. Respeite os sinais de saciedade dele”, conclui a especialista.

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