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Excesso de telas faz aumentar casos de miopia em crianças: entenda

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Excesso de telas faz aumentar casos de miopia em crianças: entenda

A visão dos nossos filhos está em perigo e precisamos mudar esse cenário. Quem nos ajuda a entender a relação entre a miopia com as telas e quais são os sinais de alerta para ficarmos de olhos bem abertos é a estrela convidada, oftalmologista Tatiana Nahas, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Plástica Ocular

26/12/2022

É fato: tanto os adultos quanto as crianças estão mais conectados às telas e a Pandemia do Coronavírus colaborou para esse aumento, afinal, todos estiveram mais isolados em casa e com muito mais acesso aos tablets e smartphones. Um recente estudo da universidade britânica Anglia Ruskin mostrou que as crianças de 6 a 10 anos passaram 1 hora e 23 minutos a mais nas telas nos últimos 2 anos.  A pesquisa, que foi publicada na revista acadêmica eClinicalMedicine – que faz parte da The Lancet Discovery Science -,  analisou 89 estudos diferentes, reunindo mais de 200 mil pessoas. 


Além dos efeitos na saúde mental, no sono e na alimentação, a visão das crianças também sofreu impacto direto desse aumento no tempo de telas. São horas a fio olhando quase  ininterruptamente para o mesmo ponto, o que fez triplicar os casos de miopia em crianças de 6 a 13 anos, segundo  um outro estudo publicado num dos periódicos científicos mais respeitados do mundo, o JAMA Ophthalmology. “Esse aumento é muito notável no consultório e com certeza isso se deve ao uso mais frequentes de telas, que faz com que a visão de perto seja mais requisitada”, diz a oftalmologista Tatiana Nahas, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Plástica Ocular.


Quando buscar ajuda?

A primeira consulta com o oftalmologista deve acontecer antes mesmo do primeiro ano de vida da criança, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria. Isso porque o bebê não nasce com a visão totalmente desenvolvida e precisa que os olhos e o cérebro estejam funcionando normalmente e que tenha o estímulo adequado para a visão se desenvolver. “Nessa primeira consulta, às vezes, nem conseguimos fazer o exame direito, mas conseguimos detectar alterações mais grosseiras, como algum grau a ser corrigido ou desvio. Mesmo que a criança ainda não diga uma palavra ou expresse algum problema de visão, temos recursos que nos ajudam a identificar alterações importantes. O recomendado é haver um retorno também no segundo ano de vida e depois o oftalmologista irá indicar a periodicidade de acordo com a necessidade”, explica Tatiana Nahas.


Sabemos, no entanto, que são poucos os pais que seguem à risca essa recomendação. Até porque muitos sequer sabem que ela existe. Estamos acostumados às consultas com pediatras, mas a procura pelo oftalmologista só costuma acontecer quando os pais suspeitam da dificuldade para enxergar. Então, se você nunca levou seu filho ao oftalmo, agora pode ser uma boa hora. 

Sinais de alerta

Vale também ficar de olho nos comportamentos da criança: a miopia é a dificuldade para enxergar de longe, então, vale testar se ela consegue visualizar aquele avião no céu, o passarinho voando, um parente que está a alguns metros de distância. Note também se ela aproxima muito os objetos dos olhos, coça os olhos, franze a testa, tem hipersensibilidade à luz ou falta de interesse em atividades com detalhes, por exemplo. Todos esses podem ser indicadores que ela  esteja com dificuldades para enxergar. “No entanto, como o mundo da criança está todo ali na palma da mão dela, com muitas coisas ao seu alcance, é fundamental que a criança, mesmo que pareça ter uma visão super saudável, passe no oftalmologista pelo menos uma vez na vida até os sete anos de idade.

Pois é até essa idade que o cérebro consegue interpretar as imagens que são formadas na retina”, enfatiza a oftalmologista. 


E, claro, é importante limitar o tempo de telas. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que crianças até dois anos de idade não tenham qualquer acesso às telas; de um a cinco anos, a recomendação é de 1 hora ao dia; e acima dessa idade, 2 horas. Também vale colocar em prática a seguinte regra: a cada 20 minutos na frente da tela, a criança deve fazer uma pausa de 20 segundos para mudar o foco e olhar algo mais distante. 

No fim das contas, o que a gente precisa mesmo é de mais olho no olho e menos olhos nas telas. E isso deve começar por nós, adultos, passando por nossos filhos. Que aqueles minutos jogados fora em frente ao celular possam ser convertidos em momentos de brincadeiras e conexão entre pais e filhos. É mudando um pouquinho por dia o nosso comportamento que vamos construindo uma vida melhor e mais saudável para nós e nossos filhos. É nisso que Stellar acredita! Vamos juntos?!

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