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As partes dessa nova história estavam se encaixando quando Luciana descobriu a gravidez. Com o crescimento da barriga, crescia também a vontade de voltar ao Brasil e se aninhar junto à família, sua rede de apoio. “Estava tudo certo para o bebê nascer em Nova Iorque, mas fiquei muito insegura sem ter minha família por perto. E então, eu e meu marido decidimos voltar”, conta. 

Com um barrigão de 32 semanas, Luciana desembarcou em terras brasileiras. Sem casa fixa para morar e com os móveis todos sendo transportados por navio, ela ficou com o marido na casa dos sogros até encontrarem um apartamento. Felipe nasceu saudável e a palavra que definia aquele momento era recomeço. Mas o que eles não sabiam era que outras mudanças estavam apenas começando.

Do limão, uma limonada

Quando o pequeno Felipe completou dois meses de vida, surgiu uma lesão alérgica em sua pele. Era a dermatite atópica dando as caras. Aos cinco meses, novamente a alergia entrou em cena, deixando o corpinho do bebê todo avermelhado, como se tivesse sido esquecido no sol. Além da vermelhidão, muita coceira. 

Desesperada, Luciana procurou uma pediatra e a dermatopediatra. Entre as recomendações, era preciso se livrar dos produtos de higiene e limpeza, que continham ingredientes prejudiciais à pele sensível do bebê. E até mesmo as roupinhas do enxoval tiveram que ser tiradas do guarda-roupas.

“Eu nunca tinha pensado nisso, mas o enxoval comprado com tanto carinho também poderia estar colaborando com aquele quadro alérgico devido à composição das peças”, lembra. Começava ali a busca por peças que fossem mais naturais e confortáveis. Luciana chegou ao algodão Pima – conhecido como o melhor algodão do mundo.

Porém, havia pouquíssimas opções no Brasil, e ela só encontrou roupas para saída de maternidade, pijamas ou peças cheias de bordados e detalhes. Dessa necessidade surgiu também a ideia de criar uma marca apenas com peças do tão nobre algodão, que além de confortável, fosse feita para o dia a dia dos pequenos, que se movimentam o tempo todo.

“No meu coração já existia a vontade de ter algo meu, que me permitisse concretizar um sonho e me desse a liberdade de participar da vida dos meus filhos com bastante intensidade”, diz Luciana. E esse momento de empreender havia chegado da maneira mais inusitada, mas estava ali diante de seus olhos.

O nascimento da Passalinho

Com um bebê de cinco meses em casa e vivendo em plena pandemia do Coronavírus, Luciana teria todos os motivos para deixar para depois a ideia da marca. Mas, sua vontade de trabalhar para que aquele desejo se tornasse realidade era maior. Fora do mercado de trabalho e sem nunca ter atuado na área da moda, a primeira pesquisa feita foi: importar o tecido ou vender a roupinha pronta? Luciana seguiu pela primeira opção. 

O algodão Pima não cresce no Brasil, pois precisa de um microclima para sobreviver. E o grande diferencial, que o torna tão macio e durável ao mesmo tempo são as fibras ultralongas, que ao serem unidas para formar o fio do tecido, não necessitam de tantas junções, o que o torna tão macio e, ao mesmo tempo, durável. Entre as opções disponíveis estavam tecidos dos Estados Unidos, do Egito e do Peru. O que fazia mais sentido para importação era o do Peru. E além de ser o algodão mais nobre do mundo, Luciana fez questão que ele fosse orgânico.

O passo seguinte à escolha do produto demandou ainda mais coragem. Havia uma quantidade mínima de tecido a ser comprado. E o investimento, em dólar, era bem alto. “Nunca tive investidor. Mas eu acreditava na ideia e coloquei minha reserva de emergência no projeto. Sem dúvidas, de todos os passos, esse foi o que mais me encorajou a fazer a Passalinho dar certo”, relata. Houve medo? Muito! Mas Luciana foi com medo mesmo.

Tecido comprado, licença de importação legalizada, no dia do embarque, os voos começaram a ser cancelados por conta da pandemia e o Peru decretou lockdown. O voo que era para ser direto de Lima para São Paulo, viajou aos Estados Unidos, Colômbia, entre outros países. Àquela altura do campeonato, a possibilidade de a carga chegar danificada ou ter parte extraviada era real. Mas, por sorte, tudo acabou bem. Era tanto tecido, que Luciana não tinha onde armazenar. E a saída foi recorrer a uma amiga, que emprestou parte de um depósito. 

Todas as fichas numa única aposta

Era assim que Luciana se sentia: como uma apostadora que arrisca tudo. “Quando eu vi aquele monte de tecido eu tive medo! Praticamente toda minha reserva estava ali. E eu sabia que poderia ter que abrir mão de outros planos, mas a vontade de voltar a trabalhar —e em algo meu —foi maior. Eu estava muito determinada e tinha apoio do meu marido para seguir em frente”, conta.  Em sua pesquisa, Luciana se deparou com muitas pessoas que disseram nunca terem conseguido importar aquele tipo de tecido devido às muitas restrições. Mas ela, mesmo sem contatos com pessoas da moda, sem conhecer oficinas e tudo o que envolve esse universo, caminhava dia a dia em busca do objetivo.

Passalinho

Body Bem-Te-Vi Manga Curta Verde

Passalinho

Body Andorinha Manga Curta Rosa

Luciana desenhou à mão as peças

e acompanhou de perto o processo de confecção das peças-piloto, que foram validadas por algumas mães que faziam parte dos grupos da internet, e recebiam as peças para usar em seus filhos. Como se não bastasse, criou o site do zero, programando cada página e, até pouco tempo atrás, era ela que fazia as entregas diretamente para as clientes, com o próprio carro. “Isso, aliás, foi super positivo para ouvir os feedbacks, entender as demandas e melhorar a cada dia”, afirma. Com o tempo e as demandas aumentando, ficou inviável a logística autônoma. Também veio a necessidade de entregar em todo Brasil, algo que, graças ao contrato de uma transportadora, já é uma realidade para a marca.

A Passalinho nasceu na pandemia. Assim como o filho Felipe, que quando estava com sete meses foi promovido a irmão mais velho. Isso mesmo: Luciana descobriu uma nova gravidez enquanto tudo acontecia “ao mesmo tempo agora”. Quando o caçula nasceu, o e-commerce completava três meses no ar. 

Mesmo com pouco tempo de vida, a marca, que completa um ano em abril, tem compradores fiéis e está em crescimento. Nas redes sociais, o perfil no Instagram é também um espaço de muita troca sobre cuidados com os pequenos, e funciona como uma rede de apoio entre famílias que estão vivendo situações muito parecidas. E, claro, é motivo de muito orgulho para Luciana ver essa estrela brilhar.

“É lindo ver que outras crianças estão usando peças que eu criei com tudo o que havia de melhor para os meus filhos. Vai muito além de simplesmente ter uma loja de roupas e ganhar dinheiro com isso. Estou muito realizada como profissional e como mãe”

Luciana

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