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Dificuldade para engravidar? Entenda quando buscar ajuda.

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Dificuldade para engravidar? Entenda quando buscar ajuda.

Se essa dúvida faz parte do seu momento atual, chegou a hora de entender como avaliar se você deve ou não buscar ajuda. Acredite: quanto mais rápida a atuação, melhor as chances de lidar com qualquer complicação de maneira mais assertiva

10/05/2022

Talvez o cenário que mais represente seu momento atual seja este: passou anos prevenindo a gravidez com pílula ou outros métodos contraceptivos e achou que ao interromper o uso engravidaria em poucos meses. Mas os meses se passaram e agora você realmente está cogitando buscar ajuda para entender o que está havendo com seu corpo ou do parceiro que possa ocasionar a dificuldade para engravidar atual. 

O que acontece é que engravidar não é tão fácil assim como pensamos. Mulheres com menos de 30 anos, cuja fertilidade é nível cinco estrelas, por exemplo, têm cerca de 20% de chances de engravidar ao mês, mesmo tendo relações sexuais no período fértil. Chocante, não é mesmo? Um importante estudo publicado no periódico Human Reproduction, apontou que casais que fazem sexo frequentemente e sem proteção levam, em média, seis meses para engravidarem. De fato, a maioria das mulheres vai engravidar dentro desse primeiro ano de tentativas. Passando disso, o caso já é considerado de infertilidade, segundo a Organização Mundial de Saúde, mesmo que não tenha um diagnóstico fechado.

Talvez você tenha levado um susto ao descobrir agora que se encaixa justamente nesse perfil tido como infértil. Calma: infertilidade não significa esterilidade. Mas é preciso dar atenção a isso, sim! O ginecologista e especialista em reprodução assistida Davi Buttros, da clínica Fivmed, recomenda que o casal que está tentando engravidar há um ano ou mais responda essas quatro perguntas importantes:

1 – Qual o tempo de tentativas?

O tempo, por si só, é um importante indicativo de até quando tentar naturalmente ou buscar ajuda de um especialista em fertilidade, conhecido como fertileuta – ou o especialista em reprodução assistida. Nos casos que a mulher tem mais de 35 anos, o ideal é tentar naturalmente por seis meses e, se não acontecer a gravidez, já procurar ajuda. Isso porque a partir dessa idade, pode haver uma perda mais acentuada de quantidade e qualidade dos óvulos. E cada mês que passa faz uma diferença no tempo de tentativas, como podemos ver abaixo, conforme este estudo publicado no portal da National Institutes of Health (NIH, pelas siglas em inglês);


2. Qual a idade da mulher?

O planejamento da gravidez para uma mulher de 35 anos é diferente de uma que tem 42 e, portanto, com a reserva ovariana mais escassa e maiores chances de infertilidade, como vimos acima. “Mulheres no limite da vida reprodutiva têm o tempo como inimigo. Cada ano perdido diminui progressivamente as chances de engravidar. Nestes casos, os cuidados devem respeitar um prazo muito mais curto para dar início às ações que ajudem a alcançar uma gravidez”, diz Davi Buttros.

3. Qual a causa da infertilidade?

É importante definir e achar uma causa. Neste ponto, é necessário realizar exames e olhar com carinho para eles. Tanto a mulher quanto o homem devem ser investigados. E vale citar aqui alguns exames importantes: as dosagens no sangue do FSH e Antimulleriano e o ultrassom para contagem de folículos vão ajudar a entender como está a reserva ovariana da mulher; enquanto a histerossalpingografia avalia se as trompas estão aptas para a passagem do espermatozoide. Para o homem, é imprescindível fazer o espermograma, que vai dar um panorama sobre quantidade, volume e mobilidade dos gametas. Com todos esses resultados em mãos e o histórico clínico, o especialista em fertilidade poderá sugerir algumas condutas, que podem ir desde o namoro programado até a Fertilização In Vitro, a depender de cada necessidade. “Se o casal não sabe a causa, gera insegurança de fazer algum tipo de tratamento. É como caminhar no escuro. Eles não se sentem preparados se não souberem o alvo que eles precisam acertar”, afirma.

Se o casal não sabe a causa, gera insegurança de fazer algum tipo de tratamento. É como caminhar no escuro. Eles não se sentem preparados se não souberem o alvo que eles precisam acertar.

Davi Buttros, ginecologista e especialista em reprodução assistida

4. Como está a reserva ovariana?

É importante dizer que existem mulheres com 35 anos ou menos que podem ter uma reserva ovariana compatível com a de uma mulher mais velha. Por isso, além da idade e do tempo de tentativas, é preciso entender como está a reserva ovariana, que é a quantidade de folículos existentes no ovário.

O especialista orienta que se você responder às quatro questões listadas aqui e checar que a idade é relativamente jovem, o tempo de fertilidade é próximo a um ano, e a reserva ovariana é considerada boa, é sugestivo continuar tentando de forma natural por mais alguns meses. Mas esse quadro muda se a idade da mulher estiver próxima ou além dos 40 e o tempo de tentativas for maior que um ano. Nesses casos, é recomendado buscar ajuda especializada o quanto antes.

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