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5 atitudes que ajudam a criar memórias afetivas positivas em sua criança

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5 atitudes que ajudam a criar memórias afetivas positivas em sua criança

Quais são as memórias da sua infância que te trazem bem-estar e alegria até hoje? Provavelmente nesse “baú” das memórias afetivas está um bolo feito junto com sua mãe ou avó, um banho de chuva, assistir um filme em família com direito à pipoca! Se você deseja criar momentos simples e ao mesmo tempo incríveis com os filhos, vale ver as dicas da nossa estrela-convidada Adriana Fernandes, que é terapeuta, fonoaudióloga e educadora em Disciplina Positiva, criadora do projeto Afetoterapia

06/03/2023


As tão faladas memórias afetivas têm o poder de nos levar de volta no tempo e, muitas vezes, conseguimos quase sentir novamente aquela sensação, gosto ou cheiro da lembrança de infância. Mas você já se perguntou quais memórias têm criado com sua criança? São pequenas atitudes do dia a dia, que com uma pitada de intencionalidade ganham espaço de uma memória afetiva que a criança poderá levar para o resto da vida!

Para você que deseja aproveitar melhor cada momento ao lado dos filhos e, muitas vezes, nem sabe por onde começar, pedimos ajuda à terapeuta, fonoaudióloga e educadora em Disciplina Positiva Adriana Fernandes, do projeto Afetoterapia. De acordo com a especialista, as  memórias afetivas são os registros sensoriais e emocionais de origem nas relações sociais e que marcam a nossa história para o resto dos nossos dias. “Quando relembramos as sensações e sentimentos que nos fizeram bem, temos a chance de experimentar novamente o prazer de nos sentirmos vivos”, conta. 

Parece óbvio, mas muitas vezes até mesmo o óbvio precisa ser dito: para criar boas memórias nas futuras gerações, precisamos estar atentos em afetá-los positivamente, seja em gestos grandiosos ou nos pequenos gestos do dia a dia. “Essa é a grande responsabilidade dos adultos na relação com as crianças e jovens. Seja na criação de filhos ou para o profissional do desenvolvimento humano, como professores, terapeutas e médicos, por exemplo. É preciso se perguntar: como eu estou expressando o que desejo transmitir para as crianças? Será que elas estão me entendendo? Como garanto que minha mensagem de disciplina e afeto está chegando nas crianças?”, orienta Adriana Fernandes. 

Os impactos dos momentos que geram memórias afetivas

O poder do afeto atravessa gerações e Adriana tem testemunhado de perto essa transformação junto aos adultos verdadeiramente dedicados a se relacionarem respeitosamente com suas crianças. “Acredito no afeto como ação de restaurar nosso olhar para a infância e adolescência. Fomos criados com distanciamento emocional disfarçado de “respeito aos mais velhos”. Essa maneira de educar – baseada em punição e recompensa – pode ser melhorada através da decisão de dar o primeiro passo em direção à criança como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. Por isso, apresento a proposta “afete e seja afetado” como forma de nos responsabilizarmos pelo cuidado com nossas atitudes e nossa comunicação no dia a dia com as crianças”, diz. 


É uma reparação histórica das relações humanas, com respostas curativas que a encorajam a continuar por esse caminho. Ao longo de sua experiência no atendimento de pais e educadores, a especialista diz que percebe que aqueles adultos que adaptam sua linguagem e comportamento para chegarem até o nível de compreensão dos filhos, alunos ou pacientes os impactam em diversas habilidades de vida, tais como: disponibilidade em colaborar nas tarefas, resiliência para tentarem coisas novas, autonomia no cuidado de si, autorregulação em situações de estresse, empatia pelo contexto social e por aí vai.

Quando nos sentimos bem, agimos bem. Isso vale ainda mais para crianças e jovens. Por isso a importância de terem experiências positivas no dia a dia com adultos conscientes e afetuosos

Adriana Fernandes

Vale deixar claro, no entanto, que somos humanos e erramos muito! Além disso, não podemos controlar como o outro interpreta nossas intenções e corremos sempre o risco de não conseguirmos ser assertivos em nossa comunicação. “Quantas vezes pensamos em dizer algo e na hora não sai como gostaríamos? Ou até sai como planejamos, mas a criança não responde como imaginávamos? Isso acontece porque a comunicação é muito mais ampla do que somente palavras”, lembra a especialista.

E é justamente por isso que em seu trabalho, Adriana tem apostado em outros sinais e símbolos que os adultos podem lançar mão para demonstrar seu afeto para as crianças e assim garantir uma conexão verdadeira. “Tenho atendido muitas pessoas que desejam sair de “O QUE tenho que fazer ou falar?” para “COMO posso melhorar minhas ações e linguagem?” e temos caminhado de encontro ao aumento do bem-estar de todos os envolvidos. É preciso ser modelo de comunicação respeitosa”, pontua. 

Atitudes para criar memórias afetivas positivas em sua criança

Aqui estão dicas de ouro desses outros sinais e símbolos usados pela especialista para gerar mais conexão e boas memórias nas crianças em relação aos seus pais e/ou cuidadores:

1- Deixe o celular de lado quando estiver com a criança. Evite até mesmo aquela “olhadinha” rápida na mensagem que surge na tela, pois ela quebra o fluxo da interação e sua criança percebe que você não está com a atenção presente nela naquele momento. 

2- Olhe nos olhos com interesse no que a criança está falando ou fazendo. Mesmo que seja algo “banal” para você, lembre-se de que para ela é muito significativo compartilhar suas descobertas. Demonstre seu interesse.

3- Cuide das expressões faciais enquanto recebe ou entrega alguma informação. Para as crianças entenderem o significado das coisas, é muito importante perceber a coerência entre os elementos da comunicação.

4- Suavize o tom de voz. Tudo o que é expressado com calma, volume baixo, devagar e de forma objetiva chega mais diretamente ao coração das crianças e contribui para sua aceitação da mensagem.

5- Esteja atenta à postura corporal. Muito se fala das vantagens de se abaixar na altura das crianças e eu gostaria de acrescentar que mesmo de pé podemos direcionar nosso corpo para comunicar “estou aqui com você”. Para isso, precisamos estar atentos à criança. Todo investimento que fazemos em nossa via de comunicação, ainda que seja em um único momento do dia, é reconhecido positivamente pelas crianças e ficará registrado em seu “baú” de memórias afetivas. 

Fez sentido para você? Conte para nós como esse texto “bateu” aí. E por falar em memórias afetivas, quais eram as suas na infância? Vamos adorar saber!

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