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Crianças e telas: como equilibrar o mundo online e offline

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Crianças e telas: como equilibrar o mundo online e offline

Encontrar o caminho do meio para que as interações online sejam aliadas e não vilãs na criação dos pequenos é o grande desafio dessa nova geração de pais e filhos. Algumas atitudes podem tornar essa tarefa mais assertiva. Vamos aprender juntos?

11/03/2022

É fato: o uso das telas já faz parte da rotina das famílias. Seja na televisão, no tablet, notebook, videogame ou celular, as plataformas digitais de entretenimento estão entre as atrações preferidas das crianças desta geração.

O problema é quando o tempo de tela extrapola o limite saudável, prejudicando a saúde, o desenvolvimento e até a interação social dos pequenos. Mas, afinal, quais seriam esses limites? De acordo com o Manual de Orientação #MenosTelas #MaisSaúde, elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a resposta varia a depender da faixa etária. Para crianças menores de dois anos, as telas devem ser completamente evitadas; para as entre dois e cinco anos, o tempo deve ser de até uma hora ao dia, com supervisão dos pais ou responsáveis; e para as de seis a 10 anos, o limite é de até das horas diárias, também com supervisão.


Mas na prática, muitas vezes, as crianças passam mais tempo que o recomendado em frente às telinhas. E com a pandemia esse cenário se agravou. Prova disso é um estudo que foi publicado no Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, envolvendo 151 cuidadores de crianças do jardim de infância de baixa renda em Ohio, que mostrou que o tempo de tela diária passava de seis horas.


E se antes o tempo fora da escola acabava “justificando” um tempo maior de telas, agora que as aulas começaram novamente, o desafio se volta a encontrar o equilíbrio dos pequenos em frente às telinhas, com as tantas ocupações que são necessárias que eles tenham ao longo do dia, inclusive a lição de casa. Parece bobagem, mas em muitas famílias manter a tv ou o smartphone desligados em momentos que precisam de concentração é um baita desafio.


O grande xis da questão é entendermos que as telas também podem ser aliadas, desde que se faça bom uso delas. E, claro: é fundamental olharmos também para o nosso uso consciente dos aparelhos. Quantas vezes o trabalho já acabou formalmente, mas continuamos horas a fio respondendo e-mails ou resolvendo questões no WhatsApp? Nossas pequenas estrelinhas são como esponjas e absorvem os comportamentos ao seu entorno.


Segundo a SBP, as consequências, tanto do acesso a conteúdo inadequado quanto do uso excessivo, têm sido constatadas nos relatos de acidentes, abusos de privacidade, distúrbios de aprendizado, baixo desempenho escolar, atrasos no desenvolvimento, entre outros.

Como virar esse jogo?

Com o uso consciente das telas. E isso vai além de simplesmente reduzir o tempo. Diz respeito também a usar estes aparelhos com consciência, ética, responsabilidade e segurança.

Pensando que hoje, mais do que nunca, a escola e vários aprendizados também estão na tela, que tal transformá-las em aliadas? Tomando os devidos cuidados: restrições por idade e monitoramento de conteúdo são algumas dicas para evitar os conflitos com os pequenos.

Outro ponto importante é que fazer da internet uma aliada, diz respeito à cidadania digital. Assim como o ambiente real, o mundo digital também vem evoluindo para estimular a todos acesso seguro, permissivo e inclusivo.

Isso garante que tenhamos direito à privacidade e autoria de tudo que criamos. Neste sentido, também temos nossos deveres. Ou seja: sempre agir de maneira educada, não expor as pessoas a situações constrangedoras, não compartilhar notícias falsas, entre tantos outros comportamentos importantes para a conduta de um indivíduo.

Fazer com que as crianças tenham consciência destes fatores, pais e mães colaboram para sua participação como protagonistas no universo online. Imagine não só poder usar a internet para socialização, entretenimento e aprendizado, mas também como meio transformador para um projetos e ações que visam um mundo melhor.

Pausa tecnológica quando a criança diz não

Além de fazer os pequenos utilizarem a internet como aliada, como encontrar o tão sonhado equilíbrio entre as atividades online e off-line? Quando as crianças estão nos dispositivos, acabam entrando num universo totalmente à parte e deixando a imaginação tomar conta de tudo, inclusive do tempo.

Por isso, convide os filhos ao desenvolvimento do chamado equilíbrio de mídia para que possam refletir sobre os sentimentos e emoções que surgem quando envolvem atividades de mídia digital (programas de TV, jogos online, séries, etc). 

Esse tipo de exercício auxilia os pequenos a identificarem e interpretarem as emoções positivas e negativas que sentem ao serem expostos a esses dispositivos – principalmente para administrar sensações como frustrações e raiva, além de despertar o senso de responsabilidade.

Além disso, ao colocar as ações listadas abaixo em prática, os hábitos de toda a sua constelação familiar se tornam mais saudáveis também. Claro que assim como todo hábito, é preciso constância e persistência para mudá-los. São elas:

– Desligue todas as telas durante as refeições;

– Desconecte-se (isso mesmo: você também ;)) uma a duas horas antes de dormir;

– Ofereça como alternativas às telas atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão responsável;

– Crie regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos digitais, além das regras de segurança (senhas e filtros apropriados para toda família), incluindo momentos de desconexão e mais convivência familiar;

– Monitore de perto o que seu filho faz e com quem ele se comunica na internet.

Por fim, lembre-se: uma criança acolhida e assistida com a atenção voltada para ela – seja pelos pais ou cuidadores – cria mais afinidade e abertura para a recepção de novas informações. Aproveite estes momentos para aumentar os laços afetivos para que essa estrelinha aí na sua casa brilhe cada vez mais saudável.

Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria e ONG Common Sense, que tem por objetivo ajudar todas as crianças a terem mais segurança e informação de qualidade na internet.

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