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Como fazer tinta natural de terra e outros pigmentos:

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Como fazer tinta natural de terra e outros pigmentos:

Diversão, ciência e arte numa só atividade.

06/06/2022

Desenhar e pintar são atividades divertidas, que desenvolvem a coordenação motora, não apenas preenchem tardes de chuva, como também possibilitam a expressão de emoções e o registro de memórias por outros meios que não apenas o da língua. Imagine então, além de desenhar e pintar, também poder produzir suas próprias tintas com as crianças, experimentando e encontrando os pigmentos e tonalidades que preferirem, a partir de ingredientes naturais, como terra, argila, café, legumes e folhas.

Aprenda como fazer tinta natural de terra, de beterraba, argila, utilizando ingredientes ecológicos, que não poluem a natureza e oferecem menos riscos de alergias, e podem ser usados para pintar desenhos em papéis, paredes, no chão, e onde mais a imaginação mandar!

Conhecemos a importância do desenho e pintura enquanto registro humano não apenas nas obras famosas de artistas consagrados, mas também enquanto acesso a memórias ancestrais (como a pintura rupestre, por exemplo). 

Contudo, se considerarmos que a produção de tintas artificiais só foi possível a partir de 1856, podemos iniciar a atividade perguntando: como os artistas faziam para produzir pigmentos de tantas cores distintas antes da era industrial? Pois saiba que é possível juntamente com as crianças produzir tintas para pintar papéis, livros para colorir, telas, paredes etc, de maneira ecológica, simples e muito divertida!

Ingredientes

A receita básica envolve um ingrediente de onde extraímos o pigmento (pode ser terra, argila, café, legumes ou folhas), água e a liga (que pode ser goma de polvilho ou cola branca).

Como separar a terra

A terra possibilita a extração de uma série de cores, a depender do tipo da terra e de quais minérios a compõem. Existe terra mais escura (marrom ou preta), terra mais avermelhada, alaranjada ou até amarela. Vocês podem procurar nos arredores do bairro, ou sítios da família e dos amigos, quais são as opções de pigmentos que a terra do entorno oferece. É importante cavar um buraco um pouco fundo para extrair a terra. A terra superficial é rica em vida, matéria orgânica oriunda da decomposição de folhas e animais (mesmo que pequenos). Esta matéria orgânica favorece a proliferação de microorganismos, o que é excelente para o plantio e manutenção da vida do solo, contudo na produção de tintas não é bem-vindo, porque pode fazer com que elas não durem tanto e facilita o apodrecimento da tinta.

Como produzir a liga aglutinante

Para a liga, podemos utilizar cola branca, aquela escolar mesmo, ou então aproveitar o ensejo e também produzir nossa própria cola, por meio de uma receita simples com apenas polvilho e água. Para produzir um pouquinho de liga, para uma tinta suficiente para pintar algumas folhas de papel, dissolva 1 colher de sopa de goma de polvilho (doce ou azedo, tanto faz!), em dois dedinhos de água num copo, e depois complete o copo com água fervendo e misture bem. Você perceberá que a liga já vai se formar, a textura engrossa e começa a apresentar uma aparência de cola. Coloque 1 colher de chá de vinagre para ajudar a liga e a tinta a durar mais, evitando a proliferação de fungos. Esta cola de polvilho pode ser usada para substituir a cola branca e outras necessidades da família, obras artísticas ou trabalhos escolares.

Como extrair os pigmentos


Terra: se você quer as cores terrosas, após separar a terra do solo, peneire-a, talvez mais de uma vez, com objetivo de retirar pedrinhas, cascas, restos de folhas, deixando-a bem fininha. Quando estiver bem fininha, já pode ser usada para produzir o pigmento. Misture então uma parte de terra para uma parte de água e mexa bem, dissolvendo-a. Caso a terra esteja muito dura, arenosa, talvez seja necessário um pouquinho mais de água.


Argila: a partir da argila, é possível produzir as cores amarelo, rosa, branco ou verde, a depender do tipo de argila usada. Se a argila estiver nova e molinha, é só misturar e produzir a tinta. Mas também é possível, utilizar aquela argila velha que ficou guardada um tempo, apenas misturando água e mexendo bem, até ela ficar mole.

Beterraba: caso queira uma cor mais avermelhada, carmim ou rosa, bata no liquidificador um pouco de beterraba com água, coe e depois misture numa outra base de tinta clara feita a partir da argila bem dissolvida.


Pó de café: o café oferece tons escuros incríveis a depender da quantidade de água que se mistura a ele. Passe um café (ou utilize aquele que sobrou na garrafa) e depois vá misturando à argila clara, até obter o pigmento desejado. 


Outros pigmentos: a busca por cores e tonalidades pode se tornar uma parte incrível da brincadeira! Observe os legumes, folhas e as flores que estão ao seu redor. Assim como feito com a beterraba, é possível extrair um pigmento verde a partir do espinafre, além de procurar outros tons com o que estiver disponível em casa. Nesta hora dá pra misturar também, acrescentando argila branca para clarear, terra para escurecer, e aí vai! 


Se você utilizar ingredientes vegetais, após a secagem, o pigmento vai oxidar, o que provoca alteração na cor. Esta alteração também pode fazer parte da brincadeira, mas, se quiser minimizá-la, é possível colocar alguns fixadores, como sumo de limão, álcool, vinagre ou bicarbonato de sódio. Aqui vale lembrar que o suco de limão pode ser perigoso na pele se exposto ao sol e o álcool também pode ressecar a pele, se ficar muito tempo em contato.


Para esse momento, também vale procurar utilizar na tinta, alimentos que a criança não costuma aceitar com facilidade, inserindo-o na rotina de outra maneira, oferecendo uma experiência lúdica, para depois oferecer novamente na alimentação.


Como fazer tinta natural, afinal:

A proporção é simples: após encontrar a tonalidade que vocês querem e extrair o pigmento, você mistura 3 partes de pigmento com 1 parte de liga (caseira de polvilho ou cola branca).


Após produzir as tintas, é só deixar a imaginação livre! Você e as crianças podem utilizar rolinhos de pintura, pincel, espátulas ou até mesmo as mãos e os dedinhos! Geralmente, quando passamos a primeira demão da tinta natural, parece que não vai dar certo, mas depois que seca, a cor fixa melhor. E sempre existe a possibilidade de passar outras demãos, após a secagem. 


A tinta pode ser usada para pintar papéis, mas é uma experiência incrível se for aplicada a paredes inteiras ou partes, portas ou para enfeitar os espaços da casa, fazer um painel na escola, no muro, no quintal, na pracinha etc. Tanto para crianças quanto para adultos, participar da pintura dos ambientes em que vive proporciona uma sensação de pertencimento maior ao ambiente, o que favorece o apego e aconchego e constrói memórias para toda a vida. Dá para customizar ou reformar alguma parte da casa ou do jardim que esteja precisando. 


Para crianças muito pequenas ou que tenham alguma deficiência ou qualquer questão envolvendo a coordenação motora fina, uma boa possibilidade é utilizar a tinta natural para preencher Stencil, que pode ser feito com desenhos dos personagens favoritos, desenhos da própria criança, nomes, poesia ou o que a família quiser. 


O uso das tintas naturais é também uma oportunidade saudável para sujar as mãos, porque a possibilidade de reações alérgicas é menor. Divirtam-se com esta atividade que resgata saberes ancestrais, desperta a criatividade, promove a união e a sensação de pertencimento. Convide as crianças para criar cores e pintar o sete!

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