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Maternidade e bem-estar: benefícios do jejum intermitente

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Maternidade e bem-estar: benefícios do jejum intermitente

O jejum intermitente funciona como importante aliado para quem busca maior disposição, concentração e bem-estar.

01/08/2022

Frente às tantas demandas que a maternidade nos traz, cultivar o bem-estar físico e mental é fundamental para conseguirmos dar conta da vida. Há infinitas ferramentas para esse equilíbrio tão desejado, entre elas o jejum intermitente vem conquistando reconhecimento e adesão nos últimos anos dentro e fora do país. Mas, como assim? Ficar sem comer? O recomendado não seria se alimentar a cada três horas? Conversamos com a estrela-especialista Valéria Jacob, nutricionista e coach de saúde, que também já nos ensinou como ler rótulos de alimentos, para conhecer os benefícios do jejum intermitente com vistas a um cotidiano equilibrado, saudável e mais ativo.

Jejum não é mais uma dieta da moda

Quando o assunto é jejum, primeiramente é preciso considerar que vivemos um momento da história da humanidade em que a oferta de alimentos é a maior que já existiu para nossa espécie. Nos primórdios da vida humana, certamente foi importante enquanto dinâmica de adaptação do corpo humano estar preparado para sobreviver a muitas horas sem alimentos, aguardando o resultado das caçadas e coletas da vida nômade. Portanto, nosso organismo foi programado para a restrição.

Ficar sem comer não é uma novidade para o corpo, já que acontece todos os dias enquanto dormimos. Segundo um estudo publicado pelo renomado New England Journal of Medicine o jejum intermitente funciona como importante aliado para quem busca maior disposição, concentração e bem-estar. De acordo com a Johns Hopkins University of Medicine, estes são alguns dos benefícios do jejum revelados até agora, porém ainda é necessário mais estudos para validá-los.


Benefícios do jejum intermitente

  • Memória: as pesquisas revelam contribuição para a memória, tanto em animais quanto em seres humanos;
  • Coração: melhora na pressão arterial e na frequência cardíaca em repouso;
  • Desempenho físico: a pesquisa revela que homens jovens que jejuaram por 16 horas apresentam perda de gordura e mantinham massa muscular;
  • Obesidade: estudos com animais apontam que o jejum intermitente pode prevenir a obesidade, os estudos com seres humanos nesta área ainda são bem recentes;
  • Saúde dos tecidos: em animais, o jejum reduziu danos teciduais pós-cirurgia.

É durante o jejum que ocorre a autofagia, a renovação das células por meio de um processo  em que elas degradam e reciclam seus componentes, livrando-se de proteínas e organelas danificadas. Portanto, se comemos constantemente não abrimos oportunidade para que ela ocorra. Além disso, ao receber menos comida, o corpo dedica-se menos a eliminar os alimentos e tendo assim mais tempo para digerir e absorver os nutrientes, trazendo mais disposição, melhorando o metabolismo, alterando a forma como armazena e usa as reservas. A redução da glicose fornecida ao corpo gera bem-estar e propicia um ambiente interno menos propenso à proliferação de bactérias.


O jejum intermitente é ótimo para treinar disciplina, autocontrole, lidar com ansiedade, trazer clareza mental e melhorar nosso raciocínio. É usado em diversas práticas religiosas.

Como fazer jejum intermitente?

Existem diferentes tipos de jejum intermitente. Levando em consideração o seu perfil e junto ao acompanhamento médico, cada pessoa pode encontrar a maneira que melhor se adeque ao seu cotidiano.

Jejum diário

Restringir sua alimentação diária, consumindo apenas água e bebidas não-calóricas (ex: café preto e chá) durante o jejum:

  • 12/12: jejuar por 12 e comer durante 12 horas
  • 16/8: jejuar por 16 e comer durante 8 horas
  • 18/6: jejuar por 18 e comer por seis horas

Jejum 5:2: 

  • 5 dias na semana: comer regularmente  
  • 2 dias: limita sua alimentação a apenas 500 a 600 calorias 

Períodos longos de jejum (24, 36, 48 ou 72 horas) não são necessariamente seguros, principalmente para quem está iniciando na prática. Executivos do Vale do Silício, em busca de concentração e bem-estar através do “biohacking”, têm recorrido a essas versões mais extremas de jejum, gerando bastante controvérsia.

Não pode comer nada durante o jejum?

Durante o jejum, evite ingerir qualquer alimento, não vale bala nem chiclete. Café preto e chás não-calóricos além de água são permitidos. Uma boa hidratação é fundamental durante o jejum.

Efeitos colaterais do jejum intermitente

A pesquisa do neurocientista Mark Mattson mostra que podem levar de duas a quatro semanas antes que o corpo acostume-se ao jejum. Neste período, é comum sentir fome e mau humor. Algumas pessoas relatam que se sentem letárgicas até o corpo adaptar-se à oferta de glicose, buscando novas reservas de energia. Passado esse momento, a disposição aumenta e a sensação é de ganho de força!

Aproveite para observar a si próprio enquanto estiver em jejum. Cuidado com práticas físicas intensas, principalmente se você tiver pressão baixa. Também evite contextos que podem causar insolação e, se possível, afaste-se de ambientes estressantes, como refeições sociais nas horas do jejum, que podem gerar ansiedade nessa fase de adaptação.

Quem deve evitar o jejum intermitente?

Aconselham que o jejum não pode ser praticado por grávidas, lactantes e pessoas com qualquer tipo de deficiência nutricional, além de diabéticos e pessoas com qualquer problema de açúcar no sangue. Também não deve ser praticado por crianças e adolescentes menores de 18 anos, salvo em casos específicos e sempre sob orientação médica. Históricos de bulimia ou anorexia devem ser observados com um excelente acompanhamento psicológico e o jejum intermitente talvez não seja recomendado nestes casos.

Jejum intermitente emagrece?

Lembre de que o jejum intermitente não tem como objetivo primeiro ser uma dieta para emagrecer. A queima intensa das reservas acontece no começo do processo, mas depois o corpo aprende a economizar energia. Para quem tem como objetivo o aumento de massa muscular também pode não ser uma boa opção, pois a tendência é de que o corpo busque os músculos como uma reserva energética.

Sobre Valéria Jacob

É nutricionista, formada pela FMU, e coach de saúde, pelo Primal É nutricionista, formada pela FMU, e coach de saúde, pelo Primal Health Coach do Mark Sisson nos EUA. Sua história com a nutrição veio junto com a busca pela saúde. Enfrentou enxaqueca crônica durante 30 anos e, por meio de muita dedicação e estudo próprio, achou um caminho através da nutrição e mudanças de estilo de vida para melhorar a  saúde.

Atualmente, está se especializando em nutrição de Precisão e cursando Atualmente, está se especializando em nutrição de Precisão e cursando pós-graduação em Nutrigenética para aprimorar seu conhecimento e ajudar pessoas que, como ela, já enfrentaram grandes crises de saúde. A carreira da nutrição veio como consequência de suas vivências, bem depois de ser  mãe de 2 filhos. Também é formada em Administração e Ciências Sociais, trabalhou em banco e como Tradutora de Inglês.


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