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Aprenda como avaliar as aulas de natação para crianças e a escolher os melhores professores

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Aprenda como avaliar as aulas de natação para crianças e a escolher os melhores professores

Aprenda como avaliar as aulas de natação para crianças e a escolher os melhores professores.

09/08/2022

Natação é muito mais do que atividade física, é uma questão de segurança para todos. Aulas de natação são importantes para o trabalho com o corpo, e também contribuem para nossa tranquilidade na praia e na piscina. Para isso, sem dúvidas, é fundamental o trabalho de um bom professor. Mas como escolhê-lo? Como avaliar se a criança está aprendendo adequadamente?

Como saber se a criança já consegue ficar sozinha na piscina? Para esclarecer essas e outras questões importantes, conversamos com a estrela-especialista Mari Paiva, professora de natação, que nos deu orientações preciosas para acompanharmos as aulas de nossas crianças.

Mari é mãe de duas crianças. Antes da maternidade, graduou-se em educação física, momento em que atuou em escolas de natação. Mesmo antes de tornar-se mãe, encontrou na natação e no trabalho com crianças a realização de duas grandes paixões. Trabalhou por dez anos com crianças de todas as idades no Colégio Santo Américo (em São Paulo – SP), quando desenvolveu sua metodologia lúdica de trabalho com bebês e crianças. Desde 2018, é especialista em aula para crianças como personal e atua também na Escola Maple Bear.

Qual a idade ideal para as crianças começarem as aulas de natação?

De seis meses a dois anos de idade, a dinâmica da aula é voltada para os bebês, com uma rotina e metodologia próprias. A partir dos dois anos, dá-se início à natação infantil. Não há idade para começar ou encerrar a natação infantil, já que a natação é um esporte muito completo, pelo qual é possível desenvolver a aeróbica, a força, o equilíbrio, a coragem e outros pontos importantes do corpo e comportamento das crianças 1 . Para a criança, a natação é o esporte mais completo que existe e é altamente recomendado.


E como são as aulas de natação infantil?

Até os dois anos, as aulas seguem sempre a mesma rotina para que os bebês sintam-se seguros com o meio líquido e se adaptem a ele. A partir dos dois anos, quando damos início à natação infantil, a rotina passa a se modificar. Na natação infantil, quanto mais variado o estímulo, melhor. As músicas e as atividades serão variadas e dinâmicas.
As crianças não ficam mais acompanhadas de seus responsáveis na academia ou escola de natação, as aulas ocorrem somente com o professor e estagiário.

As aulas não são voltadas apenas os estilos de nado. As crianças também aprendem a ficar em pé na água sem escorregar, aprendem o que fazer quando afundam, descobrem que podem se levantar na água, além dos divertidos saltos de fora para dentro da piscina. Outro ponto importante que as crianças também aprendem é sobre a segurança nos arredores da piscina, como sair e entrar nela, e também sobre não correr em volta da piscina.

Quanto mais variados forem os estímulos, mais rápida será a adaptação da criança à água e o interesse pela atividade. É importante também que sejam trabalhados exercícios para que a criança saiba lidar com momentos críticos na água, em que se encontra numa situação de medo.

A aula precisa ter conteúdo e objetivo, porém com um lado lúdico bem explorado. Antigamente, a aula de natação era monótona, resumia-se aos estilos crawl, costas, peito e borboleta, não havia variação. Acredito que as crianças precisam ter prazer naquilo que elas estão aprendendo.

Mari Paiva


Como devem ser as piscinas na aula de natação infantil?

A piscina não deve ser apenas do tamanho da criança. É importante que tenha diferentes níveis e que a criança explore também a parte funda, onde não consiga tocar com o pé no fundo, para que ela consiga sobreviver a essa situação.

Existem algumas plataformas para que as crianças consigam ficar de pé dentro da piscina, não apenas para que elas não se afoguem, mas para trabalhar o equilíbrio e a consciência corporal.

Como escolher o professor de natação?

Uma boa forma é a indicação de amigos, familiares e conhecidos, porque aquele profissional já foi avaliado por outra pessoa. Caso isso não seja possível, a família pode procurar pela internet em redes sociais de currículos, como Linkedin ou Suprepro, por exemplo. Quanto à formação, o professor precisa, evidentemente, ter graduação em educação física, porém não necessariamente uma pós-graduação em natação infantil. Sem dúvidas, é um bom caminho, mas não um determinante na escolha da família.

Além disso, é importante assistir as aulas, mesmo do lado de fora. Observe o jeito como o professor trata as crianças, observe a relação dele com elas. É importante conhecer a pessoa que dá aulas para o seu filho, mesmo que minimamente. Converse com ela.
Observe também como a criança está ao final da aula. Ela está feliz? Mesmo que tenha chorado no início da aula, o humor da criança ao término é um bom indicativo de como correram as atividades. E repare também nas mudanças no nado que seu filho traz quando for usar a piscina em casa ou nas viagens, essa evolução será um indicativo da qualidade das aulas.

Como saber que a criança está apta a ficar na piscina ou no mar sozinha?

Primeiramente, é preciso conversar com o professor sobre assunto, pedindo uma avaliação dele. Além disso, procure criar momentos de lazer para estar com seu filho na piscina. É nesse contexto que geralmente a criança vai querer mostrar para a família o que aprendeu na aula de natação, e daí você poderá também avaliar.

Entretanto, saiba que mesmo que a criança demonstre que já respira sozinha no nado ou que se levanta com destreza, é importante sempre observá-la quando estiver na piscina, e principalmente no mar. No mar, nunca dá para brincar sozinho, sabemos que até adultos nadadores experientes afogam-se no mar, portanto nunca deixe as crianças desacompanhadas.

Na piscina, mesmo que a criança faça aulas de natação, é possível ocorrer afogamento, principalmente quando há outras crianças junto. Isto porque quando há várias crianças, a água fica em movimento e não da maneira como a criança está acostumada nas aulas de natação. Este movimento diferente da água pode desesperar a criança e ser perigoso.


E quanto às boias na natação? Elas são seguras?

As boias podem ser perigosas. Isto porque a criança ainda não tem consciência corporal e não sabe como controlar o corpo numa situação em que, por exemplo, a perna fique para cima e a criança presa com a cabeça dentro da água. É por isso que nas aulas de natação também são usadas boias para que a criança aprenda a controlar seu corpo com elas.

As melhores boias são as de braço, porque dão mobilidade maior à criança, tanto no braço, quanto no tronco. As boias de colete dão menos mobilidade à criança. Até mesmo nas aulas com bebês, nos minutos finais eles aprendem a ficar com as boias.



Em quanto tempo a criança aprende a nadar?

Cada criança tem um tempo. Algumas crianças já estão acostumadas ao meio líquido, outras já tiveram a experiência de cair na piscina e se assustar, ou até mesmo se afogar, algumas não gostam de colocar o rosto na água do chuveiro.

Desta maneira, precisamos respeitar o tempo de cada criança. Não se deve forçar o bebê ou a criança a colocar o rosto na água, quanto mais naturalmente for conduzido o processo, melhor será a relação da criança com o meio líquido.

Observamos que a pressa, muitas vezes, vem da família e não da criança, e ela pode atrapalhar o processo.
Uma estimativa que podemos adotar é de seis meses a um ano, com duas aulas por semana, mais isso é muito variável, em especial se a criança tiver medo da água.

O que fazer se a criança tem medo
de nadar e não quer ir à aula de natação?

A natação é uma questão de segurança, tanto para a criança, quanto para a família. É mais do que uma atividade física. Alguns especialistas até defendem que ela deveria ser obrigatória nas escolas.
Se a criança chora porque não quer ir nadar, tente colocar a aula de natação na rotina. Explique que a aula vai durar tantos minutos e depois vai acabar.

Para essas crianças, a aula precisa ser sempre com os mesmos movimentos e atividades, como é a aula de bebê, mesmo que a criança tenha mais de dois anos de idade. Isso porque se a aula tiver a mesma duração e rotina de atividades, a criança se sentirá segura e no controle da aula, sabendo o que vai acontecer e quando vai acabar. Assim, quando ela demonstrar segurança, poderão ser introduzidas outras brincadeiras.



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