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Amamentação protege contra o câncer de mama e traz diversos benefícios à saúde da mulher

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Amamentação protege contra o câncer de mama e traz diversos benefícios à saúde da mulher

Estudo feito com mais de 146 mil mulheres de 30 países, mostrou que o risco de desenvolver o tumor de mama cai 4,3% a cada 12 meses de aleitamento. A convite de Stellar, especialistas explicam como funciona esse efeito protetivo

25/10/2023

Estamos no mês de conscientização do câncer de mama, o tão conhecido Outubro Rosa, movimento internacional criado no início da década de 1990 nos Estados Unidos e que se propagou por diversos países. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, sendo a primeira causa de morte por câncer em mulheres. A boa notícia é que há 98,7% de chances de cura em casos de câncer de mama identificados no início, de acordo com o  A.C.Camargo Cancer Center.

Outra boa notícia, essa pouco conhecida, é que a amamentação é uma forma de proteção natural contra o câncer de mama, sendo que quanto mais jovem é a mulher que amamenta, maior será o efeito protetor. Um estudo publicado na revista científica The Lancet, envolvendo mais de 146 mil mulheres de 30 países, mostrou que o risco de desenvolver o tumor de mama cai 4,3% a cada 12 meses de aleitamento. “E quanto mais a mulher amamenta, menor a chance de desenvolver a doença, sendo que as chances de desenvolver as formas mais agressivas de câncer também são reduzidas. Os estudos ainda apontam que a doença, quando se manifesta em mulheres que amamentaram mais de 6 meses, apresenta uma redução no risco de morte, até três vezes menor, quando comparado àquelas que tiveram história de amamentação inferior a este período”, conta a mastologista Juliana Francisco, especialista em imagem mamária. 

Algumas explicações ajudam a entender o benefício protetor da amamentação:

  • O fato de durante o processo de aleitamento as células dos ductos mamários sofrerem maturação, ficando mais protegidas às alterações celulares que levam ao câncer de mama;
  • Durante o aleitamento materno, há uma queda importante do hormônio estrogênio, que é um fator associado ao câncer de mama hormonal. “E há ainda o fato que a amamentação leva à diferenciação e maturidade das células mamárias.  O desenvolvimento das células mamárias para se especializarem na produção do leite materno elimina várias células que poderiam ter uma mutação e ser a origem do desenvolvimento do câncer de mama”, conta o pediatra Moises Chencinski,  membro afiliado da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), coordenador do livro “Aleitamento Materno na Era Moderna. Vencendo Desafios”, da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).
  • O desenvolvimento da mama é composto de quatro estágios, sendo que o estágio final, de desenvolvimento completo, só é atingido quando a mulher amamenta. “Sendo assim, há uma transformação maior da glândula mamária por gordura, gerando uma proteção maior contra tipos mais agressivos de câncer de mama”, conta a mastologista Juliana Francisco.

Outro estudo, também publicado no The Lancet, em 2016, mostrou que se as crianças fossem amamentadas desde a sala de parto até dois anos ou mais, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês teríamos, por ano, 20 mil mortes a menos por câncer de mama! O Instituto Nacional do Câncer (Inca) também é enfático ao afirmar os benefícios da amamentação na proteção contra o câncer de mama, sendo que amamentar por 2 anos reduz em 10% o risco de câncer de mama ao longo da vida. “Esse efeito protetivo é cumulativo, mesmo que não seja seguido todo esse tempo de aleitamento. Outro aspecto importante é que, além da diminuição de taxas de hormônios que favorecem o câncer de mama, a sucção, especialmente em livre demanda e prolongada, promove descamação de células da mama que poderia estar geneticamente determinadas para evoluir para o câncer e ocorre uma renovação desse tipo de células”, ressalta Moises Chencinski.

Na prática, quanto mais amamentação (tempo e livre-demanda), mais protegida fica a mãe contra esse tipo de câncer. E como parte da ação é mecânica e parte hormonal, enquanto amamenta, a mãe aumenta sua proteção. Cabe dizer que, apesar de todos esses benefícios, a amamentação é um fator de proteção, mas é preciso levar em conta que o câncer de mama tem múltiplos fatores de risco. “Portanto, não esqueça de sempre realizar os seus exames e, conversar com o seu médico para avaliar o seu risco”, completa a mastologista.

Amamentar também protege contra outros tipos de câncer

E não é apenas no câncer de mama que a amamentação tem efeito protetor. Estudos mostram que no câncer de ovário e endométrio também são vistos os benefícios, o que fez o Instituto Americano de Pesquisas Relacionadas ao Câncer incluir em suas recomendações mais recentes sobre as principais medidas para prevenção da doença, o ato das mães amamentarem os filhos. Segundo artigo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, estima-se que o risco para esse tipo de câncer seja reduzido em 2% para cada mês de amamentação, sendo que a proteção é maior quando o tempo de aleitamento é superior a 10 meses. De acordo com a publicação, uma análise de estudos mostrou que mulheres que nunca amamentaram tiveram uma probabilidade de mais de 30% de desenvolver câncer do epitélio ovariano. O aleitamento também pode aumentar a expectativa de vida de mulheres que já desenvolveram a doença. Em relação ao câncer de endométrio, nos últimos anos, vários estudos apontaram que longos períodos de amamentação estão associados a um risco reduzido desse tipo de câncer. 

São inúmeros os benefícios da amamentação e eles se estendem para a saúde feminina de forma geral. Se esse assunto te interessa, confira também essa matéria que preparamos sobre o assunto: 10 benefícios do leite materno que talvez você desconheça

Amamentação com mais leveza

Os benefícios da amamentação são muito claros atualmente, no entanto, para muitas mulheres não basta ter o desejo de amamentar. Esse é um processo que pode ser bastante desafiador e doloroso quando a pega do bebê é incorreta ou a mulher não tem o apoio necessário para seguir amamentando seu bebê. A fisioterapeuta e herbalista Marina Soares, conta que o nascimento da sua filha foi repleto de luz, porém também trouxe um misto de emoção com o puerpério. “Com uma bebê recém-nascida, marido desempregado, tendo que voltar a trabalhar antes do previsto, minha produção de leite caiu”, conta. 

Como todo estresse que a Marina sentia acabou refletido em seu corpo, ela decidiu buscar uma alternativa natural e saudável – para ela e para a bebê – e com a ajuda de seu sogro e de sua irmã, passou a estudar algumas ervas que prometiam auxiliar na produção de leite materno. Ela mal sabia, mas aquele era o início da Mama+, marca de produtos naturais que auxilia as mulheres em diferentes etapas da vida, inclusive a amamentação.

Você sabia dos efeitos protetivos da amamentação contra o câncer de mama e outros cânceres? Vamos juntas compartilhar esse conteúdo com mais pessoas e fortalecer nossa rede de apoio!

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